Flores

por samanthatoledo

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A “Harmony in Yellow and Gold The Gold Girl Connie Gilchrist”, 1872-1873, de James McNeill Whistler, é a propósito do que acabo de descobrir. Em seu “Em Busca do Tempo Perdido”, Marcel Proust escreve, com fervorosa admiração, sobre a obra do pintor Elstir, que conhece em Balbec, e por intermédio de quem é, numa festa, apresentado à Albertine – moça que é fatia substanciosa de “À Sombra das Raparigas em Flor” e, especialmente, de “A Prisioneira” e “A Fugitiva”. Eu já havia, devido às numerosas referências proustianas a pintores, escritores e realezas, entre outros, criado uma lista do que e quem precisaria pesquisar a respeito, mesmo já tendo lido todo o ciclo, e tornado a ler certas passagens algumas vezes; pois, além disso, uma obra monumental como  “Em Busca do Tempo Perdido”, esplêndida com suas frases sem respiradouros e de beleza por vezes sufocante, merece que nos percamos em seus caminhos, de Swann e de Guermantes, e que copiemos, de seu autor, o cuidado, o virtuosismo: no texto que li (vale a pena clicar), descobri que o pintor Elstir da obra de Marcel “seria” o americano James Whistler!

Por sua vez, as flores, da artista botânica Margaret Mee e do ilustrador Luís Jardim (no vestido), têm que ver com fantasia pessoal. Como gosto de flores – Marcel apreciava particularmente os pilriteiros –, imagino que ele acharia belas, se lhe fosse dado conhecê-las, estas aqui.